Vacinas contra o HPV

Existem duas vacinas comerciais: a quadrivalente contra os HPV 6, 11, 16 e 18 (Gardasil-MSD) e em março de 2023 foi lançada a nonavalente, contra os HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58 (Gardasil 9-MSD).

É impossível colocar todos os tipos de HPV na vacina, porisso se priorizou nas primeiras vacinas, os dois tipos mais agressivos o 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo uterino; e o 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos dos condilomas genitais.

Com a chegada da vacina nonavalente com a inserção de mais cinco tipos de HPV cancerígenos (31, 33, 45, 52 e 58), temos uma maior cobertura contra doenças provocadas por estes vírus . Assim a proteção contra a maioria dos cânceres provocados pelos HPV, dentre eles colo de útero, vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe – chegará a 90% a depender do local do tumor.

A vacina tem produção por tecnologia recombinante, ou seja, não apresenta material viral infectante, é produzida a partir de uma partícula da cápsula do vírus (VLP). É 100% imunogênica contra os HPV contidos, e totalmente segura. Países onde adotaram a vacinação nos seus programas de imunização, já demonstram diminuição significativa das doenças provocadas pelo HPV.

O melhor perfil de uso é na criança/adolescente (meninas e meninos), antes de iniciarem a vida sexual, pois não foram expostos ainda aos HPV, assim a vacina oferecerá proteção em 100% contra os tipos virais da vacina. Isto não quer dizer que não possa ser usada em outras faixas etárias ou após o início sexual; existe aprovação em bula do uso da vacina quadrivalente para mulheres de 9 a 45 anos, homens de 9 a 26 anos. A nonavalente para uso em mulheres e homens de 9 a 45 anos.

O esquema posológico é de 3 doses, e há um esquema alternativo de 2 doses para menores de 14 anos, comprovando eficácia em qualquer dos esquemas propostos. Atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) já institui o uso de 1 dose para adolescentes, baseada em estudos realizados na África, para facilitar a adesão e diminuir custos. Porém ainda não se mudou o esquema posológico em bula, e até que novos estudos científicos concluam a eficácia real, devemos manter o esquema de 2 ou 3 doses a depender da idade. O esquema de 2 doses é aplicada no momento zero e em 6 meses, e o de 3 doses, zero, 2 meses e 6 meses (não devendo passar de um ano).

Com a chegada da Gardasil 9, muitas dúvidas estão surgindo: devo revacinar minha/meu filho? posso tomar novamente? eu me beneficio? quantas doses? quando devo tomar? As respostas: pode sim revacinar, vai ocorrer um acréscimo grande na proteção contra os HPV cancerígenos, principalmente no público mais jovem que tem maior chance de exposição. Se optar por fazer esta vacina, deverá iniciar novo ciclo com 2 ou 3 doses a depender da idade, e o intervalo após o fim do ciclo da quadrivalente deverá ser de um ano.

Efeitos colaterais compreendem dor no local da aplicação, e não há nenhuma comprovação científica de que apresente efeitos graves, como foi espalhado na mídia leiga há algum tempo atrás. Tudo não passou de BOATOS, o que prejudicou em muito a aderência a uma vacina de extrema importância e totalmente segura.

VACINAR SEU/SUA FILHA É UM ATO DE AMOR, POIS É A PREVENÇÃO DE UM CÂNCER FUTURO.

PENSE BEM, É UMA VACINA CONTRA O CÂNCER!

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